segunda-feira, 17 de maio de 2010

VIRTUALIDADE

              Não pretendo ter um blog apenas de homenagens ou queixas, tampouco só de críticas ou desabafos. Quem sabe uma pitadinha de cada um desses ingredientes em textos bem fundamentados. Não mais. O problema é que, de vez em quando, vejo-me emburrecida e estafada pelo excesso de afazeres e/ou preocupações, diferentes daquelas que temos apenas no trabalho, com hora marcada para acabar. Nesses períodos, em respeito aos meus poucos e seletos leitores, abstenho-me de escrever, aguardando por momentos propícios ao surgimento das musas inspiradoras.
                O momento é tão intrinsecamente complicado, que já me ponho a questionar sobre as reais benesses da virtualidade e sobre o nonsense de se receber e mandar tanta tolice para aqueles amigos que só encontramos por aqui.
                 Sou cristã, católica e vivo em constante batalha pessoal para não deixar que se abale a Fé que ainda possuo, sabendo que, sem ela, estaria irremediavelmente perdida. Acontece que nunca rezei diante de um computador, até mesmo porque tenho algumas belas imagens espalhadas pela casa e recantos mais adequados para oração. Rezar por correntes então, nem pensar!
                 Adoro viajar, conhecer lugares novos e lindos, mesmo  que por fotos ou postais, recebo incontáveis PPS com  eses lugares e, não fosse pelo excesso deles, acharia até interessante.
                 Piadas de loiras, piadas do Lula já cansaram, vocês não acham? Falando nele, por que será que NINGUÉM deixou um comentário no texto em que comentei o filme dele? Recebo tanta coisa (algumas de gosto duvidoso) sobre o Presidente que imaginei que fossem chover comentários ao meu texto.
                 Muitos leitores alegam que não conseguem postar um comentário aqui no blog, mas sempre que eu tento verificar, dá tudo certo. Talvez seja mais fácil numa hora de menor fluxo na internet, não sei.
                 Como o Orkut andava meio parado, resolvi ingressar também no Facebook. Piorou. Meus amigos, na infância da terceira idade, só querem saber de brincar de fazendinha!
                 É, meus queridos, nada como uma boa carta, um e-mail daqueles cheios de novidades, detalhes, lembranças, coisas pessoais, que nos façam acreditar neste mundo virtual como um ponto de encontro, de reencontro, de proximidade.
                  Hoje, vou voltar ao meu livro.
                  Talvez amanhã eu torne a acreditar que existe vida inteligente por detrás desta tela.

Um comentário:

Jeanne disse...

oi, espero que amanhã volte mesmo teu entusiasmo, não desiste deste blog, está ótimo.
Tem muita gente boa nos blogs, acho que no momento é o melhor da internet, visitar outros blogs, fazer novas amizades virtuais, trocar experiências.
Por isto não ando frequentando muito o orkut nem olhando os mails, não dá tempo.
Ah! E não tem nenhuma dificuldade para comentar, quem sabe a pessoa não sabe?
Beijos