sexta-feira, 23 de março de 2018

O TERCEIRO ANIVERSÁRIO DA LÍVIA


                        Ela se anunciou de surpresa, quando a irmã ainda era pequenininha e a família ficou assustada, pensando como daria conta de dois bebês.
                        Voluntariosa desde a barriga da mãe, resolveu conhecer o mundo no meio de um café colonial bem distante, gerando grande correria.
                        A irmã já tinha se apropriado dos genes recessivos e estampava lindos olhos azuis, herdados dos dois avôs. Traços delicados, meiguice e aqueles olhos... dificilmente Lívia poderia competir e se igualar. Ainda ficou amarelinha, com uma icterícia severa nos primeiros dias. E como chorava!
                       Pois bem, a pequerrucha foi desabrochando e apresentou ao mundo também um lindo par de olhos azuis e umas bochechas risonhas que conquistam todo mundo.
                        Lívia puxou mais a família paterna nos traços físicos e, assim com a irmã, é apaixonada por esse pai super ocupado e derretido com suas menininhas e com seu rapagão.
                        Ela abandonou as fraldas, a mamadeira e a chupeta quando decidiu, assim, de um dia para outro, e não pediu por mais nenhum desses itens.
                        Lívia adora doces! Temos que exigir que ela coma os alimentos salgados porque seu paladar é puro açúcar.
                        Apaixonada pelos Dindos (tio Cristiano e tia Simone), vive anunciando que vai morar com eles.
                        Lívia é mimosa, gosta de ser embalada pela vovó na cadeira de balanço, de ouvir histórias e de montar quebra-cabeças com o vô Paulo.
                        Nasceu no dia de Floripa e sempre terá um feriado para comemorar seu aniversário.
                       Que o Papai do Céu a proteja e que ela continue essa criança alegre, desinibida e amorosa, que cativa todo mundo.
                       Parabéns Livinha! Muitos beijinhos da vovó.






OBRIGADA FLORIPA!



           Floripa, Desterro, Açores, Babel...
          Estes versos pertencem a um poema que escrevi para Florianópolis há muitos anos, quando ainda arriscava fazer versos.  
        Estão bem atuais, pois nossa ilhazinha parece hoje quase uma Babel de tantos sotaques, tantas raças, tantos costumes de todas as regiões do país e  até do exterior. 
         Hoje, dia 23 de março, Florianópolis completa 345 anos; passei com ela os últimos quarenta e dois e tenho muito a agradecer.
        Aqui criei meus filhos, suas ruas e praças foram testemunhas da transformação deles, de crianças a jovens e adultos.
        Educandário Imaculada Conceição, Colégio Catarinense, Escola Técnica Federal, Curso Geração, Curso Decisão e, por fim, a Universidade Federal de Santa Catarina fizeram daqueles três menininhos gaúchos um médico e dois engenheiros bem preparados.
        Em suas ruas estreitas, de trajeto complicado, eles aprenderam a dirigir.
        Em suas praias de ondas eles aprenderam a surfar e em seus tantos restaurantes foram iniciados na gastronomia "mané", repleta de frutos do mar, que hoje constituem o topo das suas preferências.
        Aqui dois filhos casaram e desses casamentos nasceram meus quatro netos. Só esse fato já serviria para consolidar uma união duradoura e significativa entre esta família alegretense e a Ilha da Magia.
        Foi em Floripa que me pós-graduei e lecionei por mais de trinta anos, em dois Colégios e duas Universidades.
       Aprendemos a acrescentar o mar ao nosso dia a dia e sempre sentimos falta dele quando viajamos.
       Hoje já não estranhamos o sotaque, nem os hábitos, tampouco a culinária florianopolitana. Estamos incorporados a ela e até nos ofendemos quando ouvimos alguém menosprezar esse povo que nos acolheu.
       Sou alegretense e gaúcha (nessa ordem) e serei sempre. Meus filhos nasceram em Alegrete, vieram para cá pequenos e se consideram "manés" por adoção, são filhos "de coração" de Floripa.
       Não tem forma melhor e mais bonita de encerrar esta crônica do que citando os versos imortais de Zininho:
        "Um pedacinho de terra perdido no mar,
         num pedacinho de terra belezas sem par.
         Jamais a natureza reuniu tanta beleza
         jamais algum poeta teve tanto pra cantar.

         Ilha da moça faceira, da velha rendeira tradicional,
         Ilha da velha figueira onde em tardes fagueiras
         vou ler meu jornal.
       
         Tua lagoa formosa, ternura de rosa, poema ao luar,
         cristal onde a lua vaidosa, sestrosa, dengosa
         vem se espelhar."

        Parabéns Floripa!




quinta-feira, 15 de março de 2018

A SALVAÇÃO É A FAMÍLIA!



                          Quando a família vai mal, a sociedade termina por ir ainda pior.
Os valores morais, o respeito às instituições, aos mais velhos, aos doentes, aos animais, à natureza, bem como a fraternidade e a honestidade devem nascer e crescer no ambiente familiar.
                          Apenas a instrução e a fixação de hábitos adquiridos em casa, com a família, deveria ficar a cargo da escola. Na escola, os professores que tiveram uma boa vida familiar certamente não passariam valores questionáveis, fanatismos políticos e religiosos, fatos históricos deturpados como hoje se vê, principalmente no ensino público, que deveria ser o melhor, já que sustentado pelos impostos de toda a população.
                         O que vemos hoje, essa falta de responsabilidade, a violência, a corrupção e a imoralidade são resultado de uma vida familiar que se deteriorou, do troca-troca frenético de parceiros, do abandono dos filhos, do advento do celular como parente mais próximo, do egoísmo e egocentrismo (primeiro eu!) e da indiferença com o próximo.
                        Se todos os pais fossem responsáveis e presentes, certamente seríamos uma Finlândia!
                       Basta vermos as torcidas nos estádios de futebol. Quem são? Por que agem assim? Que necessidade é essa de agredir, xingar, menosprezar, sufocar o outro?
                      Tanto fanatismo por santos de barro e nenhuma cultura.
                      Quantos pais ainda leem para os filhos antes de dormir?
                      Quantos pais conversam com eles sobre tudo, ensinam a vida com paciência, bem longe do celular?
                      Ou deixam que a TV os oriente com programas mal feitos, violentos, de falsos valores? Desenhos animados que pouco ou nada tem a ver com a nossa cultura, livros mal traduzidos, comprados apenas pela capa ou pelas ilustrações, sem enredo algum, sem prender a atenção da criança, sem acrescentar nada.
                      Brinquedos que brincam sozinhos ou comprados pelos insistentes comerciais da TV, caríssimos porque importados, modismos que nada tem de brasilidade.
                     Casas onde o cardápio é determinado pelos fast foods e as crianças não sabem sequer o nome das frutas e dos legumes.
                     Lares onde o celular ou o tablet no YouTube serve para calar a criança, ou deixá-la quieta num canto.
                    Casas onde não se ouve uma música clássica, que acalme, repouse e desperte a sensibilidade dos pequenos.
                    Tudo isso, ou melhor, a falta de tudo isso é que faz com que nossa sociedade esteja gravemente enferma, com brigas no trânsito, tiros, agressões na escola, desrespeito com tudo e com todos, protestos só na base do quebra-quebra, que não levam a nada além do prejuízo aos cofres públicos já tão saqueados.
                   A FAMÍLIA é a última esperança para essa sociedade doente.
                  Temos que investir nela, se não quisermos naufragar de vez!




quinta-feira, 8 de março de 2018

DE MULHER PARA MULHER



                         No dia dedicado à Mulher – 8 de março – além de exaltar e enaltecer as mulheres como sempre faço, quero me dirigir a três mulherezinhas que ainda não desabrocharam, procurando auxiliar neste processo, destacando o que é mais importante e também o que devem evitar. Logicamente, o texto serve também para todas as pequerruchas que se encontram nesta fase da vida.
                        Então, especialmente para minha neta BRUNA - de 9 anos, para ALICE – de 5 aninhos  e para LÍVIA - com quase 3,  expresso os desejos mais cuidadosos de uma avó que viveu mais, conhece a vida e quer ser uma guardiã da felicidade de vocês.
                       Desejo, sinceramente, que vocês e as mulherezinhas da novíssima geração:
                      - Sejam sempre respeitadas e se respeitem também.
                       - Continuem, pela vida afora, sendo a princesinha do papai e a mimosinha da mamãe.
                       - Que nunca se entreguem aos vícios e a quem lucra com eles, porque, quem nunca experimentou, não sente a menor falta, podem estar certas!
                       - Aprendam com os erros, não desistam de seus sonhos, mas não repitam o que lhes fez mal, ou magoou.
                       - Viajem bastante, alargando seus horizontes e conhecendo outros costumes.
                        - Não sofram muito com cólicas menstruais.
                        - Tenham poucas espinhas na adolescência.
                        - Não briguem com seus lindos cabelos, nem com a balança.
                        - Não se apaixonem pela pessoa errada.
                        - Mas se apaixonem (mesmo que os papais abominem a ideia), vivam grandes amores, grandes emoções e seus olhos brilhem tanto quanto as estrelas do céu. E só permitam (e se permitam) ciúme na medida certa, como “tempero” e jamais como causa de sofrimento.
                           - Que cresçam num mundo melhor, com menos violência, mais cuidadoso com a natureza, livre de preconceitos e cheio de amor e cuidados com os animais.
                          - Leiam muito! Leiam sempre, descubram o prazer genuíno da boa leitura e a companhia preciosa do livro, em todas as horas, em todos os lugares. Só terão a lucrar com isso!
                         - Sintam o prazer de estudar, de aprender, de adquirir novos conhecimentos, não como um fardo pesado, mas como uma escada gigante que as conduzirá ao topo da vida.
                       - Escolham bem sua profissão, no entanto, não hesitem em trocá-la, caso não se realizem nela.
                      - Cuidem do corpo, por dentro e por fora. Aprendam a cozinhar para comer alimentos saudáveis, ao invés de ingerir tantos produtos químicos embutidos nas comidas prontas. Cozinhar pode ser muito prazeroso e a saúde agradece.
                       - Dancem sempre, pratiquem exercícios, desfrutem da generosidade do mar e das praias que compõem a moldura de seus lares.
                      - Usem a tecnologia com parcimônia, para que não se afastem do convívio prazeroso e fecundo com a família e com os amigos.
                      - Deem aos bens materiais sua real medida, usufruindo deles, mas nunca deixando sua vida e seus objetivos serem dominados pela ambição de obtê-los, cada vez mais, numa escala de valores invertida que não traz felicidade duradoura.
                      - Pratiquem e cultivem uma Fé, sigam uma religião que lhes dê as respostas que precisam e as console nas horas mais difíceis.
                      - Sejam sempre amigas! Porque são primas-irmãs, filhas de dois irmãos muito amigos e hoje se adoram, brincam juntas, dão risada, fazem bagunça na casa da vó! Uma prima bem amiga, lá adiante, será uma confidente, uma parceira, uma excelente companhia.
                       - Chorem de rir!
                       - Tenham amigos sinceros!
                       - Que a música seja uma constante, uma trilha sonora por onde suas vidas transcorrerão. Além dos modismos, cultivem a boa música, a música eterna e clássica, que tão bem faz aos ouvidos e ao espírito. Aprender um instrumento é sempre bom, porque a música mexe com todos os nossos sentidos. Piano quem sabe?! Brincadeira, escolham o instrumento que mais lhe atrair, para o qual se sintam mais inclinadas.
                      - Tomara que sejam muito felizes e que tenham filhos e netos tão maravilhosos e lindos como os meus!
                      E, por último, não esqueçam desta vovó que ADORA VOCÊS! Que vibrou, eufórica, quando descobriram, no ultrassom, que vocês seriam MENINAS!
                      E que a saudade, lá adiante, seja sempre boa, reconfortante, presente, como a que eu sinto da minha avó.
                     Feliz Dia da Mulher minhas mulherzinhas queridas!