sábado, 25 de fevereiro de 2017

CARNAVAL... TEM TEMPO?!

                             Estou cansada de dizer e de ouvir que tudo era melhor “no meu tempo”. Detestava quando meu pai dizia isso e hoje vivo querendo imitar. Minha mãe é mais moderna do que eu, gosta do novo, do diferente, se adapta a tudo. Já eu...
                            Fui carnavalesca desde pequena, amava os bailes infantis, fazia fantasias para cada baile e pulava no salão do início ao fim, sem querer parar e lamentando quando acabava.  Mal debutei e pude, finalmente, ir aos bailes à noite. Quatro noites maravilhosas, que começavam no “esquenta” e terminavam na praça, coroando as estátuas, numa alegria que não tinha fim.  Nunca precisei de drogas ou de bebidas para me divertir, ao contrário, nas vezes em que tomei uísque com guaraná me diverti menos, fiquei boba, dando vexame, fazendo cenas para chamar a atenção, como a maioria das minhas amigas.
                            Casei cedo, portanto, carnaval “livre” mesmo fiz apenas duas vezes, depois foi com o marido a tiracolo, menos animado que eu, mais paquerador inclusive. E rolaram muitas cenas de ciúme, bem típicas do carnaval. Minha avó, ao nos ver sair abraçados para os bailes, dizia: esta festa é do diabo, amanhã estarão de mal!
                             Na minha cidadezinha o carnaval de rua era pobrinho, a arquibancada mais ainda, no entanto, lá estava eu, com toda a família, prestigiando a folia e me divertindo antes dos bailes.
                             Quando nasceram os filhos, antes de completar um ano já tinham fantasia e eu os carregava para os bailes infantis, com o pretexto de exibi-los, mas já aproveitando mais um pouco para dançar e pular. Nenhum puxou essa minha paixão e preferiam ficar juntando confetes e serpentinas do salão do que propriamente pular o carnaval.
                             Aos poucos, com as transferências do marido, fui deixando de brincar nos salões, pois sem a turma não tinha a mesma graça. Nessa época comecei a assistir os desfiles do Rio de Janeiro pela televisão. A família via um pouco e ia dormir e eu ficava, descalça para não fazer barulho, pulando a noite inteira junto com as escolas, pingando de suor, numa folia solitária e quase feliz.
                             Com o tempo, comecei a assistir sentada, depois só as escolas mais importantes e, finalmente, apenas as que desfilam mais cedo. Muitas vezes pensei em desfilar numa escola carioca, depois assistir ao vivo lá na Marquês da Sapucaí e nunca deu. Parece que todas as balas perdidas iriam chover na minha cabeça... Hoje em dia, vivo me programando para comprar um camarote e ir ver de perto o desfile na passarela Nêgo Quirido, em Floripa, mas não encontro companhia, ninguém topa me acompanhar.
                             E, assim, quando digo que tenho saudades do carnaval “do meu tempo”, é porque só brinquei naquele tempo mesmo. Pena...




sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

RECADO PARA UMA PRINCESINHA



                          ALICE, no dia em que completas 4 anos a vovó conversa com o Papai do Céu para agradecer pela tua vida, por todo encanto que espalhas na família, pela tua alegria, pela tua doçura, por estares dia a dia mais esperta, mais conversadeira, mais companheira.
                         Tu me fizeste voltar ao piano de tanto insistir para me ver tocar. Espero um dia te ensinar as primeiras notas também.
                         Comigo aprendeste a recortar, com tua mãozinha esquerda complicada e sacrificando os meus jornais.
                         Na creche da vovó passaste teu primeiro ano de vida e muitos outros dias quando não podias ir para a escolinha.
                        Amorosa, derretes o coração do teu pai cardiologista, enchendo-o de tantos mimos que ele vive encantado por ti.
                        Maiorzinha, começas a ser a companheirinha da mamãe, indo com ela a todos os lugares.
                        Apaixonada pelo mano Lucas e pela priminha Bruna, brilha os olhinhos azuis quando eles chegam. Carinhosa e companheira dos primos do lado materno também.
                       Doçura sem fim para com a maninha Lívia, que veio dividir espaço e amor contigo e será sempre a tua companheirinha na vida.
                       Parabéns minha princesinha!
                       Que os anjos do Céu sempre te acompanhem e que possas ter uma vida cheia de boas surpresas, de grandes aprendizados, muito amor e bastante saúde!

                        FELIZ ANIVERSÁRIO ALICE!!!





quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

PENSAMENTOS

                          "O pensamento parece uma coisa à toa, mas como é que a gente voa quando começa a pensar?"


                             Não importa ser o primeiro, mas ser o último, aquele que encerrou um ciclo, fechou a porta.


                              Ter uma piscina em casa deve ser bom para nadar sozinho, no meio da noite, em silêncio. Melhor que o barulho do ar condicionado, ou do ventilador, seria o da água.

                              O silêncio da noite é muito mais reconfortante que o barulho do dia.

                              Os magros não sabem o que os gordos passam no calor, a dificuldade para se vestir com o corpo suado, o peso dos movimentos. Preferem criticar achando que as pessoas obesas passam o dia inteiro comendo, sem se ater à genética, ou a outros problemas glandulares.

                                As mulheres de belos cabelos lisos morreriam se tivessem que dedicar tanto tempo e tanto esforço às madeixas como as de cabelos crespos, ásperos, volumosos. Antes de desdenharem e colocarem defeitos deveriam experimentar um cabelo assim complicado  para ver quanto trabalho dá.

                                Ninguém tem varizes ou celulite porque quer, ou porque é relaxado(a).

                                Tanta gente obtusa, ignorante, enchendo a boca para apontar defeitos físicos dos outros quando sua cabeça é vazia, cheia de bobagens, cultura nenhuma, fundamento algum!

                                 Algumas amigas lá de trás, que nem eram tão bonitas, envelheceram bem, de magras demais passaram a elegantes e conservaram um frescor da juventude. Outras, belíssimas, se tornaram matronas, ou sofreram com doenças degenerativas, ou se entregaram ao passar dos anos, sem resquícios da beleza que as marcou nos áureos tempos. Ainda bem que o "recheio" permaneceu intacto, algumas até aprimoraram seus conhecimentos e brilham nas redes sociais. Os homens, no geral, envelhecem bem e se tornam até mais charmosos com os cabelos brancos.

                                 Felicidade mesmo, genuína, é ter uma família sempre unida, uma família que se ama, que divide o bom e o ruim e não briga nem na hora de repartir heranças.

                                 Bem-aventurado é aquele que não precisa ter um câncer para entender o que é importante na vida.

                                 Crianças são lindas e trazem o frescor da esperança no mundo.

                                 Velhos são sábios e ensinam a finitude da caminhada do mundo.

                                 Ninguém ama como a mãe e o pai.

                                 É muito bom sentir grandes emoções, desfalecimentos, desejos. Mas um companheiro (a) verdadeiro, para todos os momentos, é mais valioso ainda.

                                 Mais até do que o amor há que se preservar o respeito nas relações de casal. Quando ele acaba, quando as palavras são lançadas como flechas envenenadas em direção ao outro, o fim está próximo, ou a vida se transforma num purgatório.

                                  Você nasce pelado e morre com uma roupa qualquer. Entre um momento e outro, quanta coisa se passa!...

                                  Conhecendo seus filhos e a casa deles, olhe criticamente para a sua casa, seus guardados e seus tesouros e pense, sem dourar a pílula, que destino eles terão quando você morrer.

                                  Aflição é você ter os dentes separados e ir numa churrascaria, ou saborear uma espiga de milho e ter que conversar antes de usar o fio dental ou a sua escova de dentes!
                  
                                  O melhor do verão é poder andar descalça pela casa!

                                  Os telejornais dão bomba e depois bala. Enchem a gente de notícias catastróficas, preocupantes e depois terminam com previsão do tempo e futebol. Como se uma anulasse a outra...


                                  Duas das minhas melhores amigas de infância tinham partido e time de futebol diferentes dos meus. E isso não abalava em nada a nossa amizade. Hoje, as pessoas se tornam inimigas por estarem em lados opostos, num fanatismo estéril que só destrói amizades  não constrói nada.

                                  Se não saber evitasse que o mal acontecesse a gente podia ser avestruz... mas o nosso silêncio e o nosso desconhecimento é tudo o que eles querem para continuar nos apunhalando pelas costas.

                                  Não existe saudade pior e mais dolorida do que a que sentimos de quem já não está mais entre nós. É uma saudade irreversível...

                                  Fale menos e pense mais. Para isso, é preciso saber ouvir. É preciso ler. É preciso pensar no que realmente faz sentido e tem algum fundamento na vida.

                                   Pensando você não muda os outros, mas muda a sua forma de encará-los e  tratar com eles.

                                  Pense nisso!


                                
                       

LEITORES

                           Tenho uma média de vinte e poucos leitores por dia.
                           Às vezes mais. 
                           Textos polêmicos atraem mais leitores. 
                           Mesmo que apenas uma pessoa lesse o que eu escrevo, continuaria escrevendo.
                           Não escrevo para mim, mas escrevo por mim. 
                           Porque esta é a forma de me comunicar. 
                           Seja bem-vindo (a)! 

 

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

MUNDO VISUAL

             

                           Quando refresca um pouco, o sol se distancia e permite o sopro do vento, ouso andar pelas ruas fazendo meus caminhos a pé.
E vejo coisas e gentes de todos os tipos. Gente bonita, gente feia, gente esquisita, gente apressada, gente alta, gente baixa, magros demais, gordos em excesso, arrumados, desleixados, apressados, distantes, sorumbáticos. Mesmo morando neste mesmo bairro há quarenta anos, não conheço muita gente; antes, trabalhava tanto que não tinha tempo nem de olhar para os lados, depois concentrei minha comunicação nas redes sociais, com os amigos antigos, da minha cidade e dos lugares onde trabalhei. Por isso, a maioria dos que passam por mim são “ilustres desconhecidos” (meu pai usava esse termo amiúde).
                          Com essa minha mania de pensar, ainda no meio do caminho fiquei conjecturando sobre o quanto a vida de hoje é visual. As pessoas falam pouco, quase não ouvem música, mas olham para tudo e para todos, principalmente para o mundo que se descortina em seu aparelho de telefone celular.
                        Quando meu pai perdeu a visão, passamos a ter o maior cuidado para não comentar coisas do tipo! “-Olha lá!”
                        A degeneração macular da minha mãe não permite que ela perceba detalhes, então, vivemos descrevendo pessoas e coisas pequenas para ela. E sofremos quando não conseguimos que ela veja, por exemplo, as fotos do Japão que o neto caçula envia, ou que veja seu rosto nas ligações por Face time que fazemos com ele. Mas ela raramente se queixa. Menos mal.
                         Como pudemos viver sem fazer uma “self”?! Hoje, quando garimpamos fotos envelhecidas para nos vermos crianças – e ainda nos emocionamos com elas – penso no manancial de registros que essa novíssima geração terá! Meus filhos já tiveram muitos álbuns, muitas fotos e até algumas filmagens com uma filmadora enorme e grossas fitas. Minha mãe também fez álbuns para os filhos, ainda que com menos fotos e tiradas por fotógrafos profissionais, em ocasiões específicas. Agora, os netos... chega a ser um exagero! Eu, que sou avó, tenho muitos álbuns de cada um deles, fora os DVDs, as pastas no computador, a galeria no celular, enfim, eles são registrados em tudo que fazem. Tudo visual.
                          Seria bom se o mundo tivesse mais sons agradáveis! Não apenas barulho de carros, buzinas, aspirador de pó, liquidificador, cortador de grama. Que o mundo tivesse mais música, mais voz de criança cantando, mais instrumentos musicais sendo praticados, mais conversas, poesias, amenidades. Nossos olhos se cansam de tanto ver, ver, ler, ler. E os ouvidos chegam a se fechar diante dos barulhos, sem nada agradável para registrar, como o canto dos pássaros, a água rolando das cachoeiras, a conversa das crianças, sem gritos, choro ou birra, a lentidão dos idosos contando seus casos, as juras de amor.
                         É muito bom poder ver, sem dúvida, mas ouvir não fica atrás. Eu adoro quando eles chegam e dizem da porta:
                         - Mãe!




segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

O OSSO DA SANTA

                            Política, religião e futebol não se devem discutir. É inimizade na certa. Sem resultado positivo algum. Cada um tem a sua e todas merecem ser respeitadas. Mesmo quem não tem nenhuma deve ser respeitado, ainda que lamentemos por eles a falta de um bem maior em que possam se apoiar nas horas mais difíceis.
                           Penso que muito da violência, da inconsequência e da maldade que vivemos em nossos dias se deve à falta de uma Fé em alguém que nos protege, nos vigia e cobra por nossos erros. A falência da família e a falta de religião transformaram o homem num robô perdido e irresponsável, desvalorizaram a vida, despertaram o lado animal ruim de gente cada vez mais monstruosa e menos humana.
                           Sou católica, felizmente praticante. Quando não vou à missa aos domingos minha semana emperra, fica faltando aquela hora de reflexão, de celebração, de um mergulho profundo na minha essência e na razão maior dessa vida terrena. Vejo, com pesar, minha igreja se esvaziando de jovens, talvez por ter normas mais rígidas e menos flexibilidade para abarcar as profundas modificações da sociedade. Sei que o terço nas mãos da minha mãe tem o poder até maior que os remédios que ela toma e que muito da sua alegria de viver aos 97 anos se deve à sua Fé inabalável em Deus e na Virgem Maria. Mesmo quem não crê em Deus, sabe que Jesus existiu e que tinha uma mãe chamada Maria. Para uns é Virgem e Santa, para outros uma mulher comum, mas sempre a mãe de Jesus. Uma razão fortíssima para que seja, senão idolatrada, respeitada por todos que creem nEle.
                             Há tempos dona Conceição pedia para conhecer o novo Santuário da Madre Paulina, hoje Santa Paulina. Para o sacrifício ser completo, escolhemos um dia de um calor de 40º para levá-la até lá. No carro o ar condicionado deu jeito, mas lá não tem nenhum aparelho! Aquele calor não combina com uma igreja e parece mais aqueles recantos do coisa ruim. Vimos a metade das coisas e prometemos voltar lá quando o Outono ou o Inverno chegar. Saímos quase corridos, antes que começássemos a passar mal.
                             Mesmo com os miolos cozinhando, ainda consegui refletir um pouco diante da imagem da santa, que não está ali para ser adorada, mas homenageada e para servir de informação de quem foi aquela frágil mulher, o que fez e porque foi santificada. A essência foi a bondade e o bem que fez aos outros, sobretudo aos mais necessitados. Parece que ninguém vira santo se não se dedicar a diminuir o sofrimento dos mais pobres, dos mais doentes, dos mais desassistidos. Esse, para mim, é o grande diferencial do catolicismo, pelos menos do mais recente.
                           Agora, aquela lasca de osso colocada num vidro e na qual as pessoas passam as mãos como se fosse água benta ... não sei não. Aquilo me incomodou um pouco, achei mórbido, terreno demais. As pessoas faziam questão de bater fotos bem de pertinho e mandavam até os bebês alisarem o vidro onde estava o osso. Eu não tirei fotos (esta peguei no Google), preferi levantar os olhos para a imagem maior, onde a freirinha aparece bondosa e sorridente.
                          Que nossa Santa brasileira, nascida na Itália, possa ajudar um pouco esse nosso país tão carente de tudo, inclusive de uma Fé em algo bem maior que seus bens e seu umbigo.




domingo, 5 de fevereiro de 2017

VERGONHA À BRASILEIRA!




                 Não se passa pela vida impunemente, a menos que optemos por uma atitude meramente contemplativa, como se estivéssemos por aqui apenas a passeio. Perdemos muitas coisas e pessoas pelo caminho, sufocamos ideais, desistimos de sonhos, mas não podemos perder a capacidade de indignação frente aos desmandos de certos segmentos da dita “sociedade brasileira”, pois este é o primeiro passo na busca das transformações.
As cidades voltam a ficar inundadas de discursos demagógicos, promessas, cartazes sorridentes alimentando a fogueira das vaidades e a busca pelo poder. Poder de quê? De manter o estado de coisas, as disparidades sociais, a política desumana de segregação, beneficiando sempre a mesma minoria privilegiada  em detrimento da verdadeira massa popular, cada vez mais oprimida?
Crescem as queixas pelo aumento da violência e o povo morre de medo ao andar nas ruas, sem perceber que está sendo roubado desenfreadamente pelos colarinhos engomados que desfilam nos palácios e ministérios impunemente.
Difícil é convencer as crianças e os jovens de que alguns nasceram apenas para aplaudir o que outros vestem e comem, sem direito algum a experimentar tais prazeres. Olhar nos olhos de alunos de escolas públicas e lhes garantir que o vestibular foi criado apenas para os ricos, aqueles que podem pagar cursinhos caros, enquanto para eles restará apenas o subemprego.
A revista Isto É , num único número, trouxe duas reportagens bem elucidativas sobre este problema. Uma trata de escolas e outra de hospitais – sem dúvida instituições da maior importância para qualquer sociedade.
Em São Paulo, estudantes privilegiados vivenciam “a aula do futuro”, com salas de aula onde o computador substitui o caderno e quadros-negros mostram imagens saltando da tela em terceira dimensão. Os deveres são preparados em disquetes, as lições aprendidas em CDs Room, familiarizando os alunos com as tecnologias com as quais vão se deparar no mercado de trabalho. Tudo pela bagatela de R$ 700,00 mensais. Ah, se em todo o Brasil fosse assim...
Na maioria das escolas de rede pública faltam professores, material didático básico, quando não água, merenda e até espaço físico para acomodar tantos alunos carentes.
No Rio de Janeiro a grande melhoria está nos hospitais. Hospitais cinco estrelas, com suítes de 50 metros quadrados, dois banheiros, saleta com TV de 29 polegadas, concertos ao vivo, pratos finos acompanhados de champanhe francês, serviço de cabeleireiro, heliporto, ambiente climatizado . Segundo os idealizadores, tudo isso para garantir um atendimento mais humanizado, tornando os hospitais mais aprazíveis e estimulantes para a recuperação dos doentes. O preço só assusta pobres – R$ 1.300,00 a diária.
Não é preciso descrever a situação da maioria dos hospitais brasileiros, com suas enfermarias e corredores superlotados, numa promiscuidade desumana, tornando quase impossível a recuperação de quem quer que seja.
Daí a pergunta: o que o Brasil está querendo mostrar ao mundo nesta época de globalização? Para se livrar da pecha de carnavalesco e futebolístico apenas, entra para o livro dos recordes como o país de maior disparidade social que se tem notícia. Grande conquista!
E olha que aqui foi mostrada apenas uma pequenina ponta deste vergonhoso iceberg . A sujeira é tanta que nem gigantescos tapetes persas conseguiriam encobri-la.
Mais uma vez é hora de se indignar, de tentar mudar, de gritar mais alto que as mentiras disfarçadas em belos discursos. Candidato bom é aquele que sabe o quanto terá de lutar, de se esforçar, se sacrificar pelo povo e mesmo assim sente esta vocação, possui este desprendimento de deixar de pensar em si para assumir os problemas comunitários. Poucos têm este objetivo, menos ainda pensam em levar a sério o que prometeram com tanta facilidade e a nós, eleitores, cabe examiná-los com potente lupa para deixarmos de ser ludibriados e precisarmos conviver com este estado de coisas que, sem dúvida alguma, um conhecido apresentador de TV classificaria como:
“- UMA VERGONHA!”

agosto de 2000.



Crônica publicada no livro GAZETEANDO (2007)