quarta-feira, 31 de outubro de 2018

PORQUE VOTEI EM BOLSONARO


Não preciso justificar meu voto para ninguém. Aliás, nem precisava declará-lo, uma vez que o voto é pessoal e secreto. Se o faço, é porque quero. Porque eu mesma desejo procurar em mim as tantas razões que me levaram a votar num candidato que não era minha primeira opção e num partido que eu nem sabia que existia.
Nunca fui filiada a nenhum partido político. Tornei-me adulta na época da Ditadura Militar e só fui votar já com meus filhos no colo. Também não achava falta, assim como nunca me senti tolhida em nada naquele período. Lembro mais é de algumas músicas do Chico Buarque, as mais bonitas que ele compôs, lá em Paris naquela época em que foi exilado. Achava normal ter aulas de Educação Moral e Cívica, Organização Social e Política do Brasil, Estudos de Problemas Brasileiros e também cantar o Hino Nacional todas as segundas-feiras no início das aulas. O fato dos cadernos trazerem os hinos pátrios nas capas ajudava bastante a decorar as letras. As escolas e instituições tratavam o Presidente da República com respeito e cerimônia e ninguém fazia piada com eles.
Os diretores de escolas e os reitores das Universidades focavam muito na educação, no aprendizado, na pesquisa, no crescimento intelectual dos alunos e não se falava em política nessas instituições de ensino. Talvez nos cursos universitários mais específicos, como os de Direito, Relações Internacionais e Diplomacia, o assunto fosse mais abordado, obviamente sem o viés marxista e sem doutrinação. Os alunos iam vestidos adequadamente e jamais se soube de algum deles que tirasse a própria roupa, pichasse paredes ou gritasse palavrões no ambiente escolar e universitário. Mesmo porque não  éramos tolos de pensar que essas atitudes iriam convencer alguém de alguma coisa, sendo que só depunham mesmo contra quem as praticava.
Trabalhando desde cedo e lecionando numa Universidade pública que começava a se transformar em outro tipo de escola, simpatizei com o Partido dos Trabalhadores e, inclusive, meus primeiros votos foram para seus candidatos. Foi uma estrondosa decepção! Além de corruptos, usaram o dinheiro do povo para fomentar ditaduras esquerdistas em outros países, rebentaram com nossas estatais, enganaram o povo mais humilde com bolsas mal distribuídas, superfaturaram obras e deixaram a maioria sem conclusão, destinaram dinheiro púbico a espetáculos de natureza duvidosa, sem critério algum na escolha, permitindo que até as crianças fossem envolvidas na rede de libertinagem que tentaram infringir à sociedade. Enriqueceram, tripudiaram, mentiram, deram uma banana para o povo e a sociedade se desmantelou, a família foi destroçada, o estado passou de laico a ateu e debochado, os políticos chegaram num grau jamais visto de corrupção, as escolas fora destruídas, os professores apanhando dos alunos e mesmo assim louvando os governantes, propriedades foram invadidas por bandos de arruaceiros cujo único intento é sempre destruir e nunca constroem nada, atores e cantores sem categoria fazendo discursos em shows onde foram pagos para representar e cantar, pessoas assaltadas em todos os lugares e os “de menor” impunes e soltos na mesma hora. E o povo assistindo tudo isso estarrecido... até que resolveu reagir, se insurgiu, foi para as ruas com a nossa bandeira, vestiu com orgulho as cores do Brasil e clamou por mudança.
Até aí não havia um candidato e o grito era de “Basta!”. Basta de corrupção, de amoralidade, de mentiras! E o povo conseguiu um poderoso aliado, um juiz novo e destemido, que perdeu a própria liberdade e resgatou o Brasil para os brasileiros honestos e saturados do desgoverno daquele partido, que se ia eternizando no poder graças à rede e ao aparelhamento que criou. Se o partido era de esquerda, urgia dar uma guinada à direita para ver se acertávamos o prumo do país. E foi o que aconteceu. Quando sentiram que o candidato da direita crescia e que o povo começava a aclamá-lo, vendo nele uma oportunidade de retomar o curso do país, tentaram eliminá-lo. Mas Deus o salvou! Impedido de fazer campanha, recuperando-se do ataque covarde e cercado por forte aparato de defesa, o candidato entregou sua campanha ao povo brasileiro, que o elegeu.
Respeitar regras e autoridades não consta do manual do partido que extinguimos do poder. E vociferam como Lúcifer, com ameaças, xingamentos, ofensas de todo tipo, revoltas. Mesmo vendo que seus líderes estão errados, que se reaproximam de antigos desafetos políticos quando lhes convém, fazem conchavos, estão presos, usam peles de cordeiro sobre a natureza de lobos, mesmo assim eles torcem para tudo dar errado se não estiverem no poder> Nada consegue mudar a cabeça de alguém que deixou de raciocinar sozinho e prefere repetir sempre o que “seu mestre mandar”. Não por acaso a grande maioria dos seus adeptos é analfabeto funcional, ou com severas tendências marxistas e comunistas.
A grande maioria do povo brasileiro, quase a totalidade dos brasileiros com mais acesso à instrução (e sem os fanatismos emburrecedores) escolheu o candidato de direita. Com seu discurso forte de combate à corrupção, de proteção da família e das instituições, de corte de mordomias e regalias dos políticos e de resgate dos valores da sociedade ele conseguiu adeptos em todas as regiões brasileiras, inclusive nas capitais nordestinas, onde o povo é mais escolarizado.
Assim, eu também aderi a esse viés mais à direta, porque, como essa grande massa de brasileiros, também estava cansada dos desmandos da esquerda. Surpreendi-me favoravelmente ao perceber que quase a totalidade dos meus amigos, virtuais e reais, pensava como eu. Foi um alívio! Um oásis de trocas de ideias, compartilhamento de notícias e uma grande torcida pelo mesmo resultado. Duas ou três decepções, pouquíssimas interferências negativas, nada que não se resolvesse apenas “deixando de seguir” nas redes sociais. Inclusive, no tocante às amizades, nossa tomada de posição foi positiva, com novas afinidades a amizades fortalecidas.
Meu voto em Bolsonaro foi declaradamente um voto contra a continuidade da esquerda no poder. Por julgá-la nefasta e por acreditar que nenhuma democracia sobrevive sem a salutar alternância. Depois de 16 anos à esquerda, nossa República volta a se oxigenar com novas ideias, novos valores, novos políticos e novas concepções. Votei nele também porque não acredito que ele seja homofóbico, machista e tudo o mais que lhe atribuíram. Ao contrário, demonstrou grande apreço e carinho à sua esposa e, como eu, entende que as preferências sexuais dos adultos só dizem respeito a eles próprios e não necessitam ser alardeadas ou virarem propaganda nas ruas. Imagino que Bolsonaro vá procurar se assessorar bem e que, se a esquerda não insistir em barrar todas as suas boas iniciativas, teremos um bom governo para o nosso país, tão sofrido e vilipendiado. Sabemos que os radicais da esquerda preferem que o barco sempre afunde e não desejam nada de bom para o povo se não for no governo deles. É o caso dos ateus comungando e prometendo matar a fome do sertanejo... só se for com eles no poder, senão eles preferem que todos se lasquem. Uma boa ideia do candidato do Partido Novo que poderá ser seguida por Bolsonaro é a de fazer todas as reuniões de votação com a Câmara e o Senado televisionadas em tempo real, a fim de que o povo possa ver exatamente quem vota contra ele e contra o que pode melhorar a sua vida. E jamais reeleger esses que agem assim.
Bolsonaro ganhou em todos os países para onde nossos jovens precisaram sair, em busca de um futuro que já não encontraram por aqui, deixando sua pátria, sua família e tentando uma vida mais digna, mais justa, com menos bandidos e menos violência em terras distantes. Foi o recado dolorido que tantos brasileiros desterrados deram ao país, desenrolando nossa bandeira e fazendo fila nas portas dos Consulados para poderem votar. E quem sabe um dia voltar a traçar suas metas, concretizar seus sonhos na sua terra, em outra realidade.
Por tudo isso e o que mais ficou implícito neste longo texto, eu votei em Bolsonaro.
E desejo que ele faça um excelente governo, que recoloque nosso país no lugar de onde ele nunca deveria ter saído e que, de 4 em 4 anos, tenhamos gente nova, cheia de energia e boas ideias no governo, sem que a nação seja diminuída, roubada, desvalorizada. Mais empregos, mais educação e futuro para os nossos jovens, menos partidos políticos, Previdência justa com quem trabalha, verbas reais para a Educação e a Saúde e menos, muito menos desperdício em obras inacabadas e superfaturadas e também em  shows artísticos de qualidade duvidosa.
Fé e força Brasil! Nós estamos contigo!




quinta-feira, 25 de outubro de 2018

DISCURSO NA CERIMÔNIA DE ENTREGA DA COMENDA DO MÉRITO OSWALDO ARANHA


Exma. Sra. Prefeita de Alegrete – Sra. Cleni Paz da Silva
Autoridades presentes.
Dr. Cyro Alfredo Leães.
Amigos.
Alegrete é uma terra única, onde “santo de casa também faz milagres”.
Mais uma razão para ter os filhos mais amorosos e dedicados do mundo, aqueles que, antes de se identificarem como brasileiros e gaúchos, enchem o peito para se declararem “alegretenses”.
Terra de homens e mulheres ilustres e notáveis, da estirpe de um Mário Quintana, um Oswaldo Aranha, uma Maria Terezinha Leal Santos (professora e primeira vereadora de Alegrete), um Sérgio Faraco, dos Fagundes e de tantos outros.
Uma cidade campeã em Centros de Tradições Gaúchas e Escolas de Balé, por exemplo, porque a tradição por aqui anda ao lado da arte e o progresso se nutre dos feitos do passado. Aqui as crianças aprendem a conhecer, respeitar e usufruir da sabedoria dos que vieram antes delas e abriram caminho para as novas gerações.
Hoje, mais do que nunca, gostaria de ter aqui o meu pai. Um pai que certamente estaria muito orgulhoso da filha que ele ensinou a valorizar o conhecimento, a cultura, as letras, as artes e a verdade acima de tudo.
Desde o momento em que, feliz e emocionada, recebi a indicação da Prefeita e de outros departamentos culturais da Cidade para esta homenagem, foi em Seu Ramos que eu mais pensei. Oxalá ele possa estar me acompanhando em outro plano, outra dimensão!
Ficaria ainda mais feliz se a minha família pudesse estar aqui presente. Minha mãe, meus irmãos, meus filhos, meus netos. Infelizmente, a idade avançada da nossa matriarca, a distância e os compromissos de trabalho e escola não permitiram que eles viessem. Meu marido Paulo e amigos queridos, que sempre me acompanham e prestigiam, suprem esta falta. A eles o meu reconhecimento e o meu carinho.
Receber a Comenda do Mérito Oswaldo Aranha tem um significado imenso para mim! E me sinto cada vez mais pertencente a esta terra onde nasci, estudei, lecionei, trouxe meus filhos ao mundo e deixei minha alma morando ali na Mariz e Barros, enquanto seguia para os novos rumos aonde a vida me levava.
Ser agraciada junto ao Dr. Cyro Alfredo é uma grande honra. Ele, que é filho do Dr. Cyro e da dona Suzy, regente do Orfeão Carlos Barone onde cantei por oito anos. Fomos criados nos lados opostos da Praça Getúlio Vargas e aprendemos o valor da nossa terra e da nossa gente com os nossos pais. Dr. Cyro que congrega os alegretenses desgarrados na casa do Alegrete, na capital.
Alegrete tem me proporcionado homenagens e alegrias ímpares! Como ter sido Patrona da Feira do Livro em 2017, recebida em várias escolas e regiamente homenageada neste ano, por ocasião da Feira, no Polo do Durasnal, na Escola João André Figueira, que hoje se encontra representada aqui.
Mesmo tendo saído daqui há tantos anos, sinto-me completamente entrosada e pertencente a esse “baita chão” e a esse povo tão parecido comigo, tão meu.
Agradeço, de coração, a todos os órgãos culturais e às pessoas que indicaram meu nome para esta honraria. Vou continuar me esforçando para merecer, cada vez mais, o respeito e a consideração dos alegretenses.
Para encerrar, uma frase de Oswaldo Aranha que elucida bem este momento e a sua abrangência na vida da cidade, da prefeitura e, principalmente, dos homenageados.
“Não serve a ninguém o homem que só de si se serve e só a si quer servir.”
Muito obrigada!

domingo, 21 de outubro de 2018

REFLETINDO



As coisas nunca caíram do Céu para mim.
O pouco que tenho foi sempre conquistado com muito trabalho, muito estudo, muita dedicação.
Tenho catorze livros publicados e paguei a edição de todos eles.
Recebi vários prêmios literários de concursos e não passo um dia sequer sem escrever.
Não me omito e defendo as ideias em que acredito, sempre visando o bem comum e aquilo que penso ser o melhor para todos.
Divulgo e enalteço a minha terra – Alegrete, no Rio Grande do Sul – porque sou feita do barro das margens do Ibirapuitã e de tudo que me foi ensinado no Instituto de Educação “Oswaldo Aranha”.
Da minha terrinha vieram meus maiores tesouros (meus filhos) e grandes alegrias, como quando fui Patrona da 38ª Feira do Livro de Alegrete, em 2017.
Agora, nesta semana, receberei da Prefeitura Municipal a Comenda de Mérito Oswaldo Aranha. Não sei se mereço, mas vou me esforçar para fazer jus a essa grande honraria.
Como os espinhos sempre acompanham minhas flores, a data chega numa semana em que o país vive uma turbulência social e política sem precedentes. E onde as pessoas não têm ouvidos, nem olhos para mais nada, a não ser rixas nas redes sociais, fake news, desacatos, inimizades.
Até minha mãe resolveu mostrar o lado menos poético de viver 99 anos e requer mais cuidados.
Tudo isso para que eu não me acostume com as glórias, nem me ufane em excesso com as homenagens.
Minha família não poderá estar presente, porque todos têm compromissos de trabalho, escola e precisam cuidar da matriarca para eu poder me ausentar.
Conto com a presença dos amigos para me acompanharem nesse momento tão significativo para mim.

Será no dia 24 de outubro de 2018, às 11h, no Salão Azul do Centro Administrativo José Rubens Pillar.
Rua Major Cezimbra – Cidade Alta – Alegrete - RS




quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Parabéns ao Colégio Salvatoriano Nossa Senhora de Fátima


Acompanho meus netos nesta escola há uma década. E tenho me surpreendido positivamente. Desde a Educação Infantil, quando ainda os levava no colo para os braços amorosos das professoras até o Ensino Fundamental e Médio, quando eles começam a se preparar para os maiores voos na profissão e na vida, a escola vem correspondendo aos anseios da família.
Uma escola deve ser sempre a continuidade de um lar, deve preservar os valores familiares, morais e religiosos, deve estar inserida na sociedade e formar cidadãos. Tudo isso os alunos encontram no Colégio Nossa Senhora de Fátima. Ali eles aprendem bem mais do que conteúdos, aprendem a se conhecer, a se respeitar, a conviver em comunidade, a respeitar os professores e funcionários da escola, a cuidar do planeta, a preservar a natureza e todas as noções importantes que essa geração precisa ter.
Acompanho o estudo dos meus netos, ajudo nos resumos e trabalhos, recorto figurinhas, pesquiso, participo juntamente com os pais deles, pelo fato de já estar aposentada e ter mais tempo disponível. Por essa razão, conheço bem toda a pedagogia da escola e admiro profundamente o trabalho que ela faz, a disciplina que sabe exigir nos momentos adequados e a liberdade na hora da brincadeira, as festas da família, as competições, as danças, o Coral, enfim, a escola sabe se transformar numa grande festa comunitária e familiar nos eventos que promove.
60 anos é a idade da maturidade; segundo a nova nomenclatura, é o início da “melhor idade”, portanto, só podemos esperar que a escola se torne cada vez melhor e que não se desvie dos seus princípios básicos, que a tornam tão especial e tão procurada pelas famílias, onde temos certeza que desde o porteiro até o Diretor conhecem os alunos e se sentem responsáveis por eles.
Vida longa ao Colégio! Parabéns a toda comunidade Salvatoriana!