terça-feira, 25 de setembro de 2012

ESPELHO, ESPELHO MEU...




Hoje vou escrever sobre uma pessoa, uma mulher que conheci, por caminhos cruzados, nas redes sociais e a quem nunca encontrei pessoalmente, nem tenho a pretensão de fazê-lo.
O fato é que ela é representativa de um grupo de mulheres que nasceram com complexo de Cinderela e passam a vida consultando o espelho de casa e dos olhos dos outros a fim de constatar a permanência da sua beleza física.
E o que não falta no mundo é gente para incentivar essa vaidade, com puxa- saquismos constantes e muitas vezes pouco sinceros.
No seu perfil só há fotos (dela, é claro) com muitos comentários, sempre das mesmas pessoas e sempre com o mesmo texto: Linda! Maravilhosa! E coisas do gênero. E ela, falsamente modesta, agradece um por um.
Curioso é que a mulher em questão já não é muito novinha, tem aquele olhar de mormaço de quem acabou de bebericar alguma coisa e o tempo vai passando.
Penso que essas pessoas foram endeusadas na família, paparicadas ao extremo pelos amigos e sempre têm algum fã disposto a massagear seu ego e cobri-las de presentes. Bom pra elas né?
Só que... passa o tempo, passa o tempo... e a beleza SEMPRE passa também! E o que resta então? Recordações? Frustrações? Inconformismo?
É muito bom ter nascido com traços de beleza, sem dúvida. A questão é manter esses traços apenas como “casca”, sem recheio algum. Mais tarde, é do recheio que viveremos e é ele que dará sentido à nossa vida. O que fizemos de bom? O que deixaremos para os nossos e para a humanidade? Como seremos lembrados quando partirmos? Somos úteis a quem? De que forma?
Belos cabelos envelhecem, enfraquecem, branqueiam.
Lindos olhos perdem o contorno e até a vivacidade.
Diminui a elasticidade da pele, a gravidade sempre puxando para baixo e haja tempo, cremes e grana para correr atrás do prejuízo. Mesmo assim, sempre surge alguém mais novinha, mais ágil, mais viçosa para encantar os príncipes que um dia estavam a seus pés.
Então, Cinderela, abra os olhos e comece logo a batalhar por coisas mais significativas que essas bajulações fraudulentas e esse eterno se admirar.
Olha que o espelho mágico costuma mentir!


Um comentário:

Jeanne Geyer disse...

São pessoas patéticas e infelizes!
beijos :)