quinta-feira, 14 de junho de 2012

PORQUE E PARA QUEM ESCREVO.



Escrevo porque respiro e transpiro pelas palavras. Escrevo para não sufocar, para sublimar, para entender o que se passa na minha cabeça. Escrevo para preservar minha sanidade quando o mundo me atropela. Escrevo porque, sem as palavras, sinto-me apenas sobrevivendo. Ou sobremorrendo. Como aquele casal, que se afastou tanto, que nem com palavras se tocava mais...
Escrevo desde o dia em que me ensinaram a segurar o lápis. Quilômetros de papéis escritos e, depois, de palavras datilografadas na minha Olivetti, até que cheguei aos arquivos do Word.
Sempre tive diários; guardo a maioria deles para rechear os personagens do romance que ainda escreverei.
Há dois anos, mais ou menos, fui apresentada aos “diários virtuais”, os tais blogs.
Assim, continuo nadando nas águas das palavras, mais ou menos inspirada, com muito ou pouco tempo, com relativa assiduidade.
Escrevo para quem gosta de ler. Para quem gosta de ME ler. Para quem aprecia as narrativas curtas sobre assuntos em pauta, ao estilo das crônicas dos jornais.
Escrevo também para quem prefere ler a escrever e não tem intimidade com a redação; afinal, se só os jornalistas lessem jornais...
Sei que para um blog ter sucesso precisa de muitos outros ingredientes, recursos audiovisuais, tempo diante do computador, visitas (e comentários) a outros blogs.
Às vezes, consigo um tempinho e procuro, ao menos, retribuir as visitas que recebo de outros blogueiros. Vejo, então, cada blog que mais parece um site de tão lindo e cheio de recursos. Fico até um pouco envergonhada, mas me consola saber que o título do meu bloguezinho não deixa dúvidas, não engana ninguém.
Têm blogs com 40, 50 comentários diários. Será que as pessoas realmente lêem tantos blogs assim, com a atenção necessária para “senti-los”? Blogs de gente famosa chegam a receber até 4 000 visitas diárias!
Não, este não é o meu mundo. Não tenho tempo, nem habilidade para tanto.
Quero apenas continuar aqui, escrevendo para mim e para você.
E assim será até que não seja mais.




Um comentário:

francari disse...

Maria Luiza Vargas Ramos se autodefinindo: apenas uma mulher que escreve para não sufocar; ela é isto, mas não só isto: trata-se de uma baita escritora lá do Alegrete, onde começou escrevendo crônicas na Gazeta, blogueira e futura romancista(de sucesso, podem crer)... e eu viverei para ler os romances que ela irá escrever em breve.