quarta-feira, 23 de maio de 2012

TEMPO DE AMAR


          

          Parece título de romance para meninas moças, é ou não é?
         Todavia, é uma menina quase velha quem faz uso dele e se propõe a desenvolver o tema.
         Hoje não vou me referir ao amor fraterno, materno, paterno, filial, conjugal e todos os congêneres.
         Quero ousar, cutucar o vespeiro, sacudir o marasmo, constranger, indignar, fazer vocês reagirem, concordando ou não comigo.
         O que procuro descobrir é até quando somos capazes de sentir um amor desses de se rasgar, chorar, perder a fome, o sono, o bom senso e tudo o mais.
         Será que existe uma idade limite para o amor paixão?
         Não, não me venham com sermões, é claro que eu sei de todas as benesses do amor calmaria, entretanto, pelo menos por hoje, não é a ele que desejo me referir.
        Preciso descobrir com que idade, finalmente, a razão supera os instintos; a segurança sobrepuja a emoção e nosso sofá e nossa cama passam a ser mais convidativos que a mesa do bar ou a pista de dança. Quando começamos a desdenhar dos fetiches dos motéis alegando higiene duvidosa ou promiscuidade? E por que, em certa etapa da vida, não reparávamos nessas coisas?!
        A partir de que idade o brilho dos nossos olhos se apaga, o coração se aquieta e somem os calafrios?
       Com quantos anos a música deixa de nos maltratar e passa a ser apenas fundo musical?
       Quando começamos a desistir dos prazeres da vida alegando valores éticos, religiosos, morais e falta de tempo? Acaso, em tempos idos, não tínhamos também família, deveres, compromissos?
       É possível transformar um amor incendiário num amor ternura, amizade, companheirismo? Ou serão para sempre distintos?
       Em que momento o beijo deixou de ser uma viagem espacial e se transformou num simples toque?
      Saudade de um grande amor será igual à saudade de um (a) parceiro (a) na vida?
      Homens mais velhos costumam revitalizar os sentidos apaixonando-se por mulheres bem mais novas.
       Algumas mulheres mais velhas (com fama e/ou dinheiro) também esquentam seus tamborins com homens jovens, musculosos, fortes.
       Por que será tão mais difícil mulheres e homens mais velhos se apaixonarem reciprocamente? Afinal, sendo contemporâneos teriam muito mais assunto, doenças parecidas, rugas, dores musculares.
        Mas não! Eles e elas querem se sujeitar a escandalizar o jovem parceiro com a cara lavada (e amassada) com que acordam de manhã, desde que tenham conseguido recuperar um pouquinho dos arroubos da juventude durante a noite.
        Falando sério. Quando deixamos de sentir paixão? Quando a água começa a ficar morna? Terá remédio? Ou nos habituaremos a viver sem esse tipo de amor?
        Pense. Converse. Discuta. Ou simplesmente consulte honestamente seu coração.
        

Um comentário:

Jeanne Geyer disse...

Já conversei com meu coração, e ele me disse que não tem tempo. Hoje depois de anos de reclusão fora do mercado, eis que comecei a pensar no assunto. mas é imperioso estar APAIXONADA, será talvez o canto do cisne,rsrs já tenho o perfil do eleito: entre 70 e 80 anos. estás horrorizada?
quero ser valorizada e hoje tem muito homem com esta idade bem cuidado. e depois sempre fui mais interessada no intelecto do que nos músculos. e tem mais, fazendo uma "pesquisa de mercado", descobri que a galera da boa idade anda a milhão,rsrsrs
ah! não esquecendo que um homem da minha idade ou pouco mais velho vai querer menininhas, aí não dá pra competir (questão de gosto).
enfim, se rolar assim como imagino, de forma natural, porque não?
beijos