segunda-feira, 7 de maio de 2012

ESTÉTICA X CULTURA


 O conhecimento nos ensina a respeitar as diferenças em todos os níveis, entendendo a grande diversidade existente no planeta e na civilização. Tudo o que antigamente nos chocava hoje é atribuído à cultura de cada povo. Comer cachorros, cobras, mutilar pessoas, tudo deve ser compreendido pela ótica da globalização, quer dizer, são coisas que sempre existiram, apenas a gente não tomava conhecimento delas.
Uma das coisas que mais admiro na cultura oriental (além das noras pertencerem à família do marido, é claro!) é o respeito que eles têm pelas pessoas mais velhas. Quanto mais vivido mais sábio, portanto maior referência para as novas gerações.
Sabemos que os ocidentais cultuam a juventude acima de tudo, porque está ligada ao conceito de beleza, de vigor, de força física, de tesão. Pessoas velhas não venderiam revistas, nem cativariam nas telas um público desacostumado ao talento, que assiste filmes em busca de aventura ou plasticidade apenas.
Não estou advogando em causa própria, pois sempre conversei (e aprendi) muito com os velhos da família e da família dos meus amigos também. Quero chegar a uma indagação que tem me incomodado:
 - A velhice é feia?
Meu neto, desde bem pequeno, quando olha para pessoas muito enrugadas costuma apertar os olhos e dizer: - Ela é tão velha! , demonstrando claramente uma quase repulsa por aquelas marcas do tempo estampadas na pele da pessoa.
Será que as crianças orientais não sentem a mesma coisa? Será que a gente ensina também a admiração pelas marcas do tempo, ou ela é inerente a determinadas pessoas?
Tenho reparado manequins rechonchudos nas lojas. Mais uma manifestação cultural? Ou uma conscientização de que é uma minoria que consegue usar aquelas roupinhas apertadas e curtas?
Mudanças, mudanças... hoje a gente estranha, daqui a pouco não admitiremos uma vitrine sem uma gorduchinha mostrando as roupas.
Bem, para uma hora tão tardia, depois de um início de semana puxado, até que consegui refletir bastante. Mais não consigo, pelo menos por enquanto.
Ah, lembrei que, no Oriente, cabe aos avós paternos o cuidado dos netos para os pais trabalharem. Já estou me sentindo de olhos puxados...

Um comentário:

Jeanne Geyer disse...

eu ficava braba quando diziam que era parecida com a vó (na verdade furiosa!)ela apenas ria e dizia que um dia tinha sido jovem e bonita e que eu iria envelhecer. acho que a velhice externa é feia, mas devemos evoluir para não julgar pelas aparências e sim pelo caráter, dignidade e bondade das pessoas.
Beijos
ah! se tu puderes tirar as letrinhas horrorosas de verificação vai ficar mais fácil comentar :)