quarta-feira, 1 de junho de 2016

NAMORADOS



                              Perdoem-me os casais mais velhos, juntos há tanto tempo; os casais casados, engolidos pela rotina e os casais que nem são casais de verdade, apenas fazem “pose”.
                             Hoje quero falar para os namorados de verdade, aqueles que nem precisariam de um dia especial para se beijar mais e pouco estão ligando para a data, ou para fazer programas mirabolantes, ou trocar presentes caros inventados e sugeridos pelo comércio e pela mídia.
                             O verdadeiro namoro tem a duração da paixão, é embalado pelos hormônios e apimentado pelos cinco sentidos. Depois disso, assume nomes vários, se transfigura em sentimentos outros, mais serenos, mais cúmplices, mais duradouros, no entanto, já não é namoro, é outra coisa.
                             O namoro requer contato físico e espiritual, beijos constantes, toques, arrepios, mãos entrelaçadas, corações disparados, olhares, sorrisos, lágrimas, abraços de polvo, vontade de apagar o mundo e viver dentro daquele abraço.
                            No namoro a fome vai embora, a sede acaba, o eixo é perdido para sempre.  Vive-se um redemoinho de sensações, completamente fortes e prazerosas e tudo o mais fica em segundo plano.
                           Cartas choradas, bilhetes incendiários, músicas compartilhadas, lembranças, sabor constante de “quero mais”.
                           Amar para viver e viver para amar, cafona como letra de bolero, mas a essência de um verdadeiro casal de namorados.
                          O tempo que voa quando juntos e se arrasta, indolente e sádico, quando estão separados.
                          A magia da chuva, do sol, do tudo e do nada emoldurando um sentimento e um encontro que resume a essência da vida.
                           Namorar é bom demais! Quem nunca experimentou essa entrega, essa alienação do mundo e das suas pequenezes, quem nunca se entregou a um amor assim, permitido, ou proibido, quem nunca estremeceu só de lembrar, suou frio e quente, mordeu os lábios, encheu folhas e folhas com um só nome, perdeu o sono, a hora e as estribeiras... não sabe de nada! Vai passar pela vida achando que aquela coisa morna e conveniente é o máximo que poderia viver.
                         Quem namorou de verdade, mesmo que passem mil anos, vai guardar o sabor, vai sorrir ao lembrar, vai arrepiar a alma com as recordações e se sentirá muito mais apto para viver os demais sentimentos inerentes à condição humana. Todos ótimos, todos necessários, mas nenhum tão forte, tão intenso e inesquecível quanto aqueles do tempo do namoro.
                         Parabéns aos namorados no seu dia!
                        Aproveitem!
                        Incendeiem!
                        Não importa se vai durar, desde que cada segundo se eternize!
                        E não economizem nos beijos, esses beijos devoradores do namoro, porque sentirão falta deles pela vida afora!







Um comentário:

Roseane Guterres disse...

Para quem tem, um feliz dia dos namorados.