Só mesmo com muita cerveja (quente), ou muita vodka para
alemães, ingleses, russos e demais habitantes do leste europeu conseguirem
viver normalmente, com apenas quatro horas de sol diárias, jantando às 16h30min,
confinados em suas confortáveis, imensas e aquecidas casas. Deve ser por isso
que as crianças são terríveis, como se vê naqueles programas das super babás,
tentando arregimentar as pestinhas.
Reclamei muito do verão passado, aquele mela-mela estava
mesmo insuportável! Aparelhos de ar condicionado, ventiladores ligados dia e
noite e pouco adiantavam, além da fatura da eletricidade nas alturas.
Acho que as roupas de inverno nos deixam mais apresentáveis,
a maquilagem não derrete e um bom casaco soluciona o problema do frio.
Entretanto, convenhamos, o sol é fundamental! Dia frio, ensolarado, é uma coisa.
Dá pra comer laranjas e bergamotas “lagarteando”. Já dia “gris” (como diz a
minha mãe), com vento gelado, chuva e anoitecendo antes das 18h não é nada
agradável.
Junto com o tempo feio vêm as tosses, espirros, rouquidão,
sinusite, dor de garganta, enfim, raras são as casas onde não tem ninguém
doente (leia-se “com virose”).
O que se faz num dia feio assim, quando não se pode ficar em
casa encolhida, enrolada em mantas? Quando se precisa sair, enfrentar a chuva,
lutar por uma vaga de estacionamento diante da escola de cada um dos netos? E
correr de volta com eles para o carro, guardando mochilas e sombrinhas encharcadas
e com uma pequenina no colo? O que fazer quando, mesmo com o vento sul
açoitando e as nuvens despejando água, precisamos atender a vida?!
Penso que esses dias feiosos aumentam as depressões. Sofá,
TV, cobertor, essas coisas compensatórias, quando em substituição à rotina
diária, se durarem muito tempo não podem fazer bem.
A disposição para praticar exercícios diminui, as caminhadas
contra o vento se tornam penosas e aumenta a vontade de comer, beber, beliscar
o tempo todo.
Namorar deve ser bom sempre, em qualquer estação. Quando há amor,
sintonia, cumplicidade, desejo, não existe tempo feio para um grande abraço,
beijos intermináveis e todos os saborosos etecéteras. Quando está calor,
namorar refresca; quando está frio, esquenta; enfim, independe, ou deveria
independer do clima.
Admiro o povo nórdico que não se importa com o gemido do vento e as nuvens cinzentas do céu.
Para nós, brasileiros, o clima tem influência direta em
quase tudo.
Somos tropicais, sorridentes, descolados... a não ser nos
estados do Sul, quando o Inverno começa a chegar.
Aí complica...
Há que se reforçar a despensa e a adega, comprar livros e
discos, esconder a balança e aproveitar o disfarce dos casacos e blusões
folgados.
Preparados?!
Sem depressão então!
Daqui a alguns meses o Sol retorna com força total!
Por enquanto, chocolate quente, pinhão, quentão e fondue
ajudam a melhorar o clima.
E viva o Inverno!
4 comentários:
Verdade Maria Luiza, eu fico aqui pensando, como pode alguém dizer que ''ama'' o frio. Como você mesma disse ainda bem que daqui a pouco o sol volta com força total.
Então só nos resta esperar... esperar...
Verdade Maria Luiza, eu fico aqui pensando, como pode alguém dizer que ''ama'' o frio. Como você mesma disse ainda bem que daqui a pouco o sol volta com força total.
Então só nos resta esperar... esperar...
Passei por aqui lendo, e, em visita ao seu blog.
Eu também tenho um, só que muito simples.
Estou lhe convidando a visitar-me, e, se possível seguirmos juntos por eles, e, com eles. Sempre gostei de escrever, expor as minhas idéias e compartilhar com as pessoas, independente da classe Social, do Credo Religioso, da Opção Sexual, ou, da Etnia.
Para mim, o que vai interessar é o nosso intercâmbio de idéias, e, de pensamentos.
Estou lá, no meu Espaço Simplório, esperando por você.
E, eu, já estou Seguindo o seu blog.
Força, Paz, Amizade e Alegria
Para você, um abraço do Brasil.
www.josemariacosta.com
Obrigada pela visita e pelos comentários.
Vou passar no seu blog assim que der José Maria.
Abraços.
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