sábado, 15 de junho de 2013

SIMPLES ASSIM




        Parece tudo tão simples... no entanto, as pessoas complicam, tornam impossível, divergem, uns puxam pra cá, outros pra lá.
        Deveria ser uma questão de prioridade, de bem-estar, de escala de valores.
Hospitais são mais necessários que estádios de futebol, então, que se construam e reformem os hospitais!
        Estudantes e trabalhadores assalariados não podem pagar passagens caras para se transportarem para o trabalho e para a escola, portanto, o Governo deve subsidiar uma parte, da mesma maneira que faz em relação a tantas multinacionais.
        Emprestar a outros países, ou perdoar dívidas de países pobres, só quando não estiver mais devendo nada ao seu povo, à sua gente. Um pai de família não compra pão para o vizinho deixando seus filhos com fome.
       Simples assim.
        Nem seria preciso fazer um MBA para administrar um país transparente e justo.
        Se um político vota contra algo que só trará benefícios para o povo – e nós sabemos que eles são pródigos nisso - basta divulgar na mídia o nome e o caso para ver se ele não volta atrás. Nenhum vai querer largar a rapadura e pensará duas vezes antes de vetar benesses para seus concidadãos por razões ou conchavos políticos.
        Por que quebrar tanto, se machucar, se estressar, extrapolar sua raiva contra homens que não determinam nada e que recebem mal também para tomar pedradas, perseguir bandidos e expor a vida diariamente? São violentos, truculentos? São, mas nem todos. Misturados aos estudantes e idealistas verdadeiros há muitos vândalos igualmente, loucos para se meter em confusão e aproveitar para destruir tudo aquilo que nem ajudou a construir e sem razão alguma, pois nem sabem bem o que está sendo reivindicado. Ou será que a fachada de uma casa de comércio, a porta de vidro de uma agência bancária, ou uma estátua conservada por décadas podem resolver os problemas da passagem de ônibus?
        Se os administradores tivessem o povo sempre como prioridade em seus governos, se investissem muito mais na educação do que em projetos monumentais para exibir um país fictício, com certeza nada disso seria preciso.
        Essa medição de forças entre lados desiguais, com o uso de armas diferentes é totalmente insana, porque os verdadeiros responsáveis não estão levando tiros de bala de borracha, nem pedradas; assistem comodamente sentados em seus sofás macios, por uma tela enorme de televisão, possivelmente bebericando alguma coisa.
        Enquanto isso, rola aquela carnificina, onde nem a imprensa é perdoada, já que não dá tempo de se identificar no meio da multidão e do fogo cruzado.
        Um país com uma dívida interna como a nossa e com tantos problemas sociais mal resolvidos, nem deveria se apresentar como candidato a Copa nenhuma. A imprensa internacional já está se encarregando de desmistificar qualquer maquilagem que tenham feito “tipo exportação”. Louco de quem vier se aventurar...
“Um Governo do Povo, Pelo Povo e para o Povo.”
Abraham Lincoln

Simples assim.

2 comentários:

Jeanne Geyer disse...

como disse um amigo, a vida não é simples e eu concordo com ele, mas no caso específico, vc está coberta de razão, tem gente com ódio de policiais que estão apenas cumprindo seu dever. segundo um artigo da OAB que se manifestou, as manifestações são legítimas, as depredrações não, mas que cabe ao governo administrar o impasse.

Anônimo disse...

Espero não estar enganada, mas penso que muitas pessoas recebem gratuidade no transporte público ou pagam meia passagem (estudantes). Idosos,professores da rede pública,carteiros e policiais uniformizados não pagam passagem. Trabalhadores recebem vale transporte, comprometendo apenas 6% do salário recebido. Portanto, é preciso pesar bem sobre mais um subsídio, afinal, "não existe almoço grátis." Elizabete