sexta-feira, 28 de junho de 2013

AH, SE EU PUDESSE!

Sabe o que eu queria MESMO???
Ir pra Alegrete.
Caminhar na praça e no calçadão.
Tomar mate na sacada vendo o povo passar.
Me encantar com o fogo crepitando na lareira.
Ouvir os gritos de alegria e sentir os abraços dos amigos de infância.
Rever o Ibirapuitã.
Caminhar na praça dos patinhos.
Rezar na Igreja onde recebi todos os sacramentos.
Sentar no pátio, no solzinho, comendo bergamota.
Escrever de manhãzinha, ouvindo a passarinhada.
Recordar a vida que deixei aprisionada entre aqueles muros altos, com os sentimentos mais verdadeiros escorrendo pelas paredes e o melhor de mim guardado a sete chaves no casarão da Mariz e Barros.
Ah, se eu pudesse...


Amigos, não se enganem, nossa alma ficou por lá mesmo... entre os ipês da praça e as mesas do quiosque, vagando sorridente para cada amigo que se aproxima. Eu tenho certeza de que NUNCA quis sair de lá, nunca achei falta de nada que tivesse nas cidades maiores, pelo contrário, as roupas eram até mais bonitas e a bolacha incomparável. Saí chorando, com dois filhos pequenos, por imposição de carreira do então marido e durante um ano me recusei a estabelecer qualquer contato com a nova cidade, correndo para Alegrete em cada feriado e nas férias inteiras. Oitenta por cento dos meus amigos do face são alegretenses e com eles divido saudade e me atualizo sobre a minha pátria primeira.


3 comentários:

Ivana Lucena disse...

Torço para que possas, amiga. Que esse e outros desejos tão profundos da sua alma se realizem para torná-la ainda mais plena e feliz. bjão

Gilda Souto disse...

A melancólica nostalgia faz a saudade abraçar a tua alma que chora letrinhas! Tão lindo, tua saudade, Maria Luiza, mesmo triste ,dá gosto de ler! Um abraço!

Ana Luiza Carivali disse...

Esta saudades que descreves,é a mesma para todos "desgarrados" deste chão,é pura emoção.Continua nos brindando com tão lindas lembranças,que me embalam,cheiro e gosto ,me lembram infância,infância naõ tem cura.