sexta-feira, 12 de outubro de 2012

DIA DA CRIANÇA



Este é um tema sobre o qual parece que tudo já foi dito. Afinal, quer coisa mais banal, mais presente que criança?
Assim como mãe, pai, namorado, natal, páscoa é um tema recorrente, no entanto tão fértil, que sempre há o que dizer, uma nova vertente, uma ótica diversa, um amor renovado.
Poderia, como educadora, dissertar longamente sobre as crianças, seus sentimentos, suas peculiaridades, seus cuidadores. Acontece que existem inúmeros tratados e programas de TV sobre o assunto para quem realmente procura acertar na educação dos pequenos.
Optei, então, por rememorar e homenagear as crianças mais próximas de mim nestas décadas de vida.
Começando por mim mesma, que fui uma criança super feliz! Cercada de amor e proteção dos pais e dos avós maternos, rodeada pelos irmãos, com uma casa enorme e um quintal maior ainda para as travessuras e gostosuras, pois não havia fruta que não existisse em nosso pomar, sempre com cães, gatos, galinhas e patos ao redor das brincadeiras e uma quadra toda de amigos na Mariz e Barros.
Meu irmão caçula – o Dadinho – foi a primeira criança que eu ajudei a descobrir como fazer as coisas sem a ajuda dos adultos e, mesmo apenas quatro anos mais velha, me considerava quase mãe dele.
Meu sobrinho Fábio despertou em mim o desejo de ser mãe, quando tinha doze anos. Troquei as bonecas por ele e já nessa época descobri um exarcebado instinto maternal naquela menina franzina e arteira que eu era.
Com dezenove anos trouxe ao mundo meu primeiro bebê “de verdade”. Luciano concentrou toda a expectativa amorosa cuidadosamente preservada até então e me senti absolutamente responsável por ele desde o instante que o tive nos braços.
Aos vinte e dois descobri que o coração da gente é maleável, flexível e capaz de acomodar dois seres num mesmo espaço, quando nasceu Cristiano.
Então, com vinte e sete, tive a certeza de que nossas fibras cardíacas são absolutamente elásticas e me vi novamente derretida e apaixonada pelo Carlos Eduardo que acabara de nascer.
Curti minhas crianças ao máximo, dei a elas o melhor de mim sempre, incondicionalmente e hoje tenho a certeza de que foram e são a melhor parte da minha vida, o que realmente faz sentido, a mola propulsora do meu mundo particular.
Com cinquenta anos descobri que a memória amorosa é eterna e que as crianças têm um poder inigualável de encantar os caminhos e as pessoas. Percebi que minha passagem por este mundo não fora em vão, nem seria apagada, quando admirei, numa emoção indescritível, o pequeno Lucas, filho do Luciano, naquele berçário da maternidade.
Quando fiz cinquenta e cinco anos, com o coração hipertrofiado de crianças e ternura, voltei a exercitar uma quase maternidade, cuidando os dias inteiros da pequena Bruna, filha do Cristiano, que inaugurou a “creche da vovó”.
A nova herdeira do Luciano – Alice – deverá ser uma luz nova numa nova fase desta mãe e avó, certamente repleta de amores e cuidados, porque o instinto maternal, quando existe, só se multiplica e expande.
E ainda faltam os filhinhos do Kadu!
A cadeira de balanço está sempre à espera, as canções de ninar nunca foram esquecidas, os braços acolhedores, os muitos beijos, o olhar cor de rosa de quem ama suas crianças de verdade, tudo estará sempre à espera dessa nova geração de crianças.
Parabéns a todas elas e um beijo especial a todas as crianças do Brasil e do mundo!






Um comentário:

Jeanne Geyer disse...

eu queria uma cadeira igual a esta, mas não tenho espaço em casa pra colocar. na família não tem mais crianças, mas compenso na evangelização, é muito bom.
É, parece que nós mulheres em geral temos o instinto maternal muito forte e depois continua nos netos.
Beijos