quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O SENTIDO DA VIDA

   Qual é o sentido da vida? Você já o encontrou? Buscou-o ao menos?
   Parabéns!
   De minha parte concluo, a cada dia, que a vida tem sentidos diferentes para as pessoas e que não podemos tentar uniformizá-los. Assim, o sentido da vida para um monge budista, por exemplo, daqueles que só recebem alimentos doados pela comunidade para não morrer de fome e passam a via a rezar, desde tenra idade, certamente será bem diferente do que entende da vida um playboy, um traficante, um mergulhador, um adepto de esportes radicais, um missionário, um catador de papel, um magnata, um médico famoso e um mendigo.
   Neste momento em que você está aqui me lendo, quantas pessoas estão sofrendo nos hospitais, ou na angústia terrível da espera do resultado de um exame que deverá nortear sua vida para sempre? Quantos lares estão sendo construídos e quantos destruídos? Quantas crianças nascendo e quantas morrendo? Quantas flores desabrochando e quantas avalanches destruindo tudo?
   Será o sentido da vida momentâneo? Assim, na hora em que vivemos cada coisa a vida assume uma razão diferente? Quantos sentidos sua vida já teve?
   Ontem, num exame de rotina, minha médica dizia que o câncer hoje é a segunda causa de morte no mundo, logo depois das doenças do coração, mas que vai ser a primeira, segunda as estatísticas médicas. Perguntei a ela porque a ciência estava perdendo essa batalha, quando a história já mostrou que ela vencera tantas outras. Ao que ela respondeu: é porque o agente causador do câncer está no meio ambiente, entre nós e nossos hábitos, impossível de ser isolado. Assim, desde a péssima qualidade do ar, da água, do sol, de hábitos de vida, hormônios nas carnes e nas pessoas, agrotóxicos, mercúrios, conservantes, acidulantes, corantes, sem falar nos cigarros, no álcool, nas drogas e até no carvão do churrasco e na água quente do chimarrão, tudo é cancerígeno!
   Então, diante dessa realidade nem tão nova mas sempre crescente, como encontrar o sentido da vida? Por que nascemos? Por que sofremos? Por que morremos?
   Os religiosos levam vantagem, os espiritualistas também. Agora, quem não crê em nada... deve ser absurdamente frustrante viver assim, contemplando tanta miséria humana, tanto sofrimento, tantas atrocidades, tantas calamidades!
   Há o jeito avestruz de ser, é claro! Enterramos a cabeça na areia e só a tiramos quando nos interessar, estreitamos o círculo só até a nossa porta e bloqueamos nossa capacidade de reflexão. É uma saída.
   Mas quem consegue?!

2 comentários:

Jeanne Geyer disse...

encontrei algumas respostas com os estudos espiritas, embora ainda sempre tenha dúvidas, mas entendendo que não existe morte mas apenas uma passagem para a vida espiritual, tudo passa a ter um sentido maior. Até mesmo coisas aparentemente absurdas. É um lento aprendizado.
Beijos

Luiz Barboza Neto disse...

Olá, querida ML.
Sua luz já fazia falta neste verão.
Arrisco a dizer que, para quem é inconsciente, a própria vida delineia o seu sentido na medida em que vivemos as experiências que ela nos proporciona.
Por lado, os conscientes da grande oportunidade que é viver, ficam atentos para as suas lições alecionadoras.
Por fim, uma vez ao integrarmos em nossas heranças espirituais tais aprendizados, cumprimos com o sentido da vida: evoluir até a nossa perfeição.
Para quê?
Bem..., isso é um novo assunto...
Afetuoso abraço.