sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O QUE ENSINAR ÀS NORAS – PARTE II



Antes de mais nada, devo enfatizar que não sou uma “sogra megera” e, quando peco, é por excesso: de presentes, de mimos, de colaboração.
Para um leitor atento, o próprio título já elucidaria este fato, já que uma sogra “daquelas” tentaria ensinar algo aos seus filhos e não às noras. Elementar.
Ressalto também que não me refiro às sogras e noras “patológicas”, com desvio de conduta, traumas, carências e outras patologias. Meu texto trata de sogras e noras “normais”, apenas um tanto inadaptadas ao papel.
No meu primeiro casamento (de quase trinta anos) éramos quatro noras de quatro filhos do casal. E nos divertíamos muito! Ficamos amigas pra vida toda e nos uníamos até para criticar (pouco!) as atenções da sogra para com seus “filhinhos”. Não havia rivalidade e, sim, cumplicidade. Hoje, ainda as considero muito amigas, quase irmãs. No segundo casamento não cheguei a conhecer a sogra, portanto não se presta como exemplo ao tema que desenvolvo aqui.
Sou muito observadora do comportamento humano e percebi o quanto a relação entre as noras também mudou. Parece que cada nora quer ser a melhor, a única, a exclusiva e, por qualquer brincadeira de mau gosto ou comentário infeliz, não titubeia em arremeter contra as outras, arrastando (ou tentando arrastar) os irmãos com elas. Que pouca sabedoria...
Mas não desisto do meu papel de educadora. Hei de ajudar as noras a sofrerem menos e a poupar sofrimento aos outros também.
Pais, filhos e irmãos são para a vida toda!!!
Parece tão simples de entender...  O mesmo sangue, a mesma carne, os mesmos pais, os mesmos avós, os mesmos tios e primos, o mesmo colégio, a mesma comida, o mesmo quarto, as mesmas viagens e até castigos parecidos! Que pretensão dessas moças acharem que, com meia dúzia de beijinhos, vão apagar tudo isso da memória de seus companheiros!
Mesmo que eles não falem (homem adora evitar o estresse), guardarão pela vida toda cada detalhe da infância e de sua família de origem e isso nada, nem ninguém consegue lhes arrancar.
Por que, então, travar uma luta inglória contra a genética, a infância, a Vida?!
Noras, noras... no dia em que vocês entenderem seu papel na vida de seus homens e aproveitarem, ao máximo, tudo de bom que ele encerra, aí sim conhecerão a felicidade. Porque as sogras (normais) jamais almejam ser a “mulher” da vida dos filhos; enquanto algumas noras querem acumular o papel de mães ou condená-los à orfandade.
Entendam, de uma vez por todas, que este homem maravilhoso foi gerado por seus sogros, parido por sua sogra e aprendeu a sobreviver guiado pelas mãos deles.
Com os irmãos viveu a fase mais marcante e feliz da vida do ser humano – a Infância – e NADA conseguirá apagar isso da sua memória e do seu coração.
Então, bola pra frente garota! Construa sua história familiar do jeito que você acha certo, mas desista de lutar contra avós, pais e irmãos, porque esta é uma batalha perdida!



2 comentários:

Josiane Mara disse...

Simplesmente adorei!!! Quanta sabedoria... Queria eu saber tanto e escrever tão bem, como você! Estou orgulhosa de tê-la como amiga! Parabéns e continue escrevendo assim, de uma forma simples e cheia de verdade!!! Beijos, Josi.

Jeanne Geyer disse...

a minha falecida sogra, em sua sabedoria popular, certa vez me disse que se não fosse por ela, o Liberato não existiria,rsrs obediente, aceitei a obviedade. Eram outros tempos em que se respeitava os mais velhos e ninguém queria apagar o passado do marido...
Beijos