quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

ENTÃO É NATAL!




Mais uma vez é Natal. E continuará sendo para todos os que permanecerem vivos, uma vez que esta data é comemorada há 2015 anos, sem interrupção.
O filho de Maria e de José nasceu tão distante de todo o Ocidente, lá na Belém da Palestina, do Egito, do rio Nilo, do rio Jordão, do Mar Vermelho, de Jerusalém, de Nazaré, de Israel e dos lugares sagrados como a Judéia, a Samaria e a Galiléia.
Em tempos de recenseamento, com os abrigos cheios de viajantes, sua mãe não conseguiu hospedagem para trazê-lo ao mundo e teve que se refugiar num estábulo, dando-lhe por berço uma manjedoura.
Mesmo com tanta simplicidade, o Menino teve sua vinda anunciada por anjos e recebeu a visita de pastores e reis Magos, que se ajoelhavam diante dele, reconhecendo-o como o Salvador prometido por Deus.
Nenhuma outra criança, de lugar algum do mundo, mesmo nos tempos da mídia eletrônica, teve tantos súditos, tantos seguidores, por tanto tempo.
O mundo hoje está repleto de Herodes, de Judas, de Caim. Mas não há outro Jesus, nem quem tenha ensinado tanto à humanidade em apenas trinta e três anos de vida. Sua história e suas lições estão compiladas no livro mais lido de todos os tempos, em todas as línguas: a Bíblia Sagrada.
Pois no Natal comemoramos o aniversário deste Menino, que veio ao mundo já com a difícil missão de se oferecer em sacrifício para salvar a humanidade.
Por isso, a melhor maneira de celebrarmos o Natal é valorizando o que Ele nos ensinou: a justiça, a verdade, a fraternidade, a caridade, a bondade, a paciência, a esperança e tudo o mais que nos aproxima dos irmãos.
Por que tantas pessoas ficam tristes no Natal? Por que sentem tanta falta da família, dos parentes falecidos ou distantes nesse dia? Creio que o que mais machuca o coração dessas pessoas é o exame de consciência e a constatação de que poderiam ter sido melhores e feito muito mais.
Se somos capazes de perdoar, trocar presentes e abraços, distribuir votos e sorrisos, enxergar os mais necessitados nesta época, por que, então, não fazemos isso o ano todo? Seria tão bom se este natal acontecesse todos os dias!
Há 2015 anos nasceu o menino Jesus, que cresceu pregando, fazendo milagres, abençoando e depois se entregou ao seu destino, como um cordeiro para ser imolado.
Hoje, a figura do Papai Noel, com um saco cheio de presentes, ofusca o aniversariante, confunde, mas, ao final das festas onde reina absoluto, costuma deixar, juntos aos papéis e cartões amassados jogados pelo chão, um vazio dificilmente preenchido nesta comemoração pagã. Algo inerte e insípido como as sobras daquele peru. Pobre rico natal!
Pois é a esse Papai Noel que as crianças pedem hoje, muito mais do que presentes e brinquedos, um lar, uma família, pai e mãe se respeitando, sem brigas e ofensas; avós confraternizando, tios conversando animados, primos correndo pela casa. ISSO é o verdadeiro Natal. Mesmo sem peru, champanhe ou presentes caros.
Jesus nasceu feliz em sua manjedoura porque José e Maria se amavam e o amavam acima de todas as coisas. De Gaspar, Belchior e Baltazar recebeu presentes simbólicos, cheios de significado, onde o ouro, o incenso e a mirra tinham igual valor.
Amor, respeito, fidelidade, companheirismo, maturidade, diálogo e, sobretudo, um olhar na mesma direção. Quem sabe não seria este o único milagre capaz de salvar os homens de sua destruição?!
Com esses ingredientes o Natal seria verdadeiro e as pessoas não se sentiriam depressivas ou angustiadas, ansiando pelas festas da virada do ano onde costumam afogar no álcool as frustrações de um ano que deixou muito a desejar e a pouca esperança no que inicia.
O essencial, o que realmente importa independe de saldo bancário, de marcas famosas ou grandes embrulhos. Todas as pessoas verdadeiramente humanas já sentiram e souberam valorizar um olhar de admiração, confiança e carinho; um abraço seguro e envolvente; uma mão afetuosa em sua cabeça; um beijo cálido, sem pressa, de entrega total.
São essas coisas que os homens devem desejar uns aos outros nessa data.
Feliz Natal!





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