quinta-feira, 21 de junho de 2012

EDELWEISS


               Esta música que compôs durante algum tempo a trilha sonora do meu blog não foi uma escolha aleatória. Como também não o foram as músicas de Edith Piaf e Chopin que a antecederam. Para vocês, que me honram com suas presenças, escolho sempre aquilo de que mais gosto, que mexe mais com minha sensibilidade, que me emociona. Acabei por eliminar a música, porque demorava mais para abrir e  também porque alguns amigos alegaram que a música interferia na concentração da leitura.
               Já fui chorona, não sou mais. Chorava de raiva, de indignação, no meio de discussões onde achava que tinha razão e estava sendo incompreendida.
               Por amores chorei pouco. Pouco demais até.
              Por perdas chorei bastante, inclusive penso que foi nessas ocasiões que gastei minhas lágrimas.
              Pois hoje de manhã, brincando com a Bruninha, sem mais nem menos, chorei. Não foi por nada, pois ainda não cheguei neste estágio de caduquice, sei bem a razão. Tinha colocado o filme "A noviça rebelde" para ela  ouvir e ver as crianças Von Trapp cantando, já que Bruna é muito musical e eu a estimulo a desenvolver seu ritmo e musicalidade ao máximo.
              Bem, este é, sem sombra de dúvida, meu filme preferido, talvez o único a que já tenha assistido milhares de vezes sem cansar. Ele reúne os ingredientes que mais prezo: música, crianças, romance, paisagens européias, dança, beleza em todos os lugares.
              Pois bem, na hora em que as crianças surpreendem o pai cantando pela primeira vez - lindamente - e ele as acompanha com aquela voz (e aqueles olhos!)... Ai, ai... (suspiro), as lágrimas correram soltas, pois a beleza da cena deixou tudo tão perfeito que não resisti.
               Lágrimas de beleza... essas são as que verto com maior frequência.
            Para mim, muito mais fácil é chorar numa apresentação artística do que num dramalhão, ou numa novela. 
            Não choro à toa.              
                               Minhas lágrimas, doces e bailarinas, reservo ao Christópher Plummer e congêneres.
               

2 comentários:

Jeanne Geyer disse...

São seletivas as tuas lágrimas. Chorar é bom, não importa os motivos, é uma bela maneira de expressar sentimentos...
beijos

Be Py disse...

"Lágrimas de beleza... essas são as que verto com maior frequência." isso me faz lembrar que quando jovem chorava por tudo e por nada, meu apelido, dado por meu tio, era manteiga derretida. Agora choro mais por grandes alegrias e momentos felizes e, os outros, aceito porque a vida é assim...