sexta-feira, 16 de abril de 2010

SANGUE DOCE

               Falar em desequilíbrio ecológico já está se tornando rotina e poucos dão a atenção devida ao tema, quem sabe  até se por excesso de exposição do mesmo.
               Hoje nem vou me referir às grandes catástrofes causadas pelo próprio homem e pela devastação que ele gerou no planeta onde vive.
               Quero citar só as pequenas, mas que incomodam também. Por exemplo, sua casa não se encheu de formigas neste verão? Será que é só do meu açucareiro que elas gostam? Ou do vidro das bolachas doces, de qualquer farelinho de pão que sobre na mesa, de um grão de arroz cozido que caiu na pia? Pois aqui está assim. Açúcar, mel, pão tudo na geladeira, mesmo comprometendo o sabor ou esfriando o café.
               Outra infestação extremamente desagradável - pelo menos para os que são vítimas dela - é a dos pernilongos, borrachudos, micuins, bichinhos pretos (aqui chamam imaruins) ou seja lá que nome se dê a estes insetos infernais, que têm compulsão por braços, pernas e pés desnudos. Nem a Missa eles respeitam! Ontem, por exemplo, levei minha mãe para fazer uns exames à noite, de calça comprida e repelente nos braços. Pois os danados conseguiram empipocar meus pés inteiros, que calçavam sandálias! Isso numa sala de espera fechada, com ar condicionado ligado e montes de gente - só eu me coçava!
                Meu neto usa repelente diariamente, pois sua escola é muito arborizada e já faz parte do uniforme aquele esfrega-esfrega antes da aula. Mesmo assim vive cheio de bolas, que às vezes se transformam em feridas de tanto coçar, pois os vampirinhos sempre acham um lugarzinho que escapou e fazem a festa.
                 Minha mãe é outra vítima. Tem que viver de repelente, veneno em spray e na tomada.
                  Agora, a empregada dela , que fica sentada junto, eles nunca picam. Alguns coleguinhas do Lucas nem passam repelente e nunca são picados. Eu canso de sair da igreja toda cheia de coceira e, ao meu lado, as pessoas de pernas de fora nem se tocam.
                   Por que será?
                   Quando pequena, diziam que eu devia ter "sangue doce", bem como todas as pessoas que são alvos constantes desses bichinhos malvados. Deve ser uma tremenda besteira, mas tem que haver alguma explicação.
                   Fico muito irritada! Nunca comprei tanto repelente, tanta pomada e creme antialérgico como agora e estou sempre com meia dúzia de "mordidas" inchadas e coçando.
                   Se alguém souber de alguma explicação para isso, ou de alguma coisa que a gente possa fazer, comer, ou tomar para nos tornarmos menos apetitosos para esta corja minúscula, estou aceitando sugestões.
                   Sangue doce... não faltava mais nada!
                 

2 comentários:

Eurico disse...

Também me afligem os pequenos insetos, amiga. E haja repelentes!
rsrsrs

Abraço fra/terno

Edson disse...

Há quem diga que depende do tipo de sangue para o mosquito!!!Nem a missa eles respeitam,porque os padres(sacerdotes)também perderam o respeito...Até Mais.