sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

MINHAS BOLSAS, MINHA VIDA

              Conhecia uma fala assim: "- A bolsa ou a vida!"
              Coisas de filmes.
              Hoje soube de uma nova versão para esta frase tão taxativa. Uma mulher, com um filho de apenas seis anos, prestes a tentar o suicídio por causa do pedido de separação do marido (a quem ela torturava há quase dez anos), numa pseudo mensagem final escreve a uma parenta doando suas bolsas carésimas, compradas a custo de muuuuito trabalho do coitado e ainda com a ajuda infalível da família dele (que ela detestava), como se os bens mais sagrados, de quem ela mais custasse a se separar fossem suas Luis Vitton, Vitor Hugo e por aí afora, usadas  muitas vezes com tênis encardidos e calças de lycra desbotadas.
               Uma pessoa "normal", com um filho de qualquer idade (ainda mais com seis anos!) e um marido a quem diz amar tanto que não suportaria a dor da separação ( o que não a impediu de cometer as maiores torpezas contra ele), jamais pensaria em bolsas diante da morte!
               Patético.
               
               A dita cuja tomou uns remedinhos a mais e foi descansar um pouco numa clínica, enquanto a família toda culpa o pobre coitado do marido. É aquele ditado "a fruta nunca cai muito longe do pé".
                Quer dizer que a ele só restam duas alternativas: ou paga pra ver e se arrisca a ver toda aquela gente culpando-o pela "perda irreparável" até o fim dos seus dias (e envenenando seu filho), ou se resigna a carregar uma mala sem alça que sai do ostracismo apenas para ferir, aprontar, infernizar qualquer coisa parecida com um lar pelo resto da vida?
               
                 Não. Tem que haver outra saída. Não é possível um castigo destes a quem só fez o bem.
                 Quem sabe mais umas bolsas de marca para ela usar com pijamas?

                 Tenha dó!

Um comentário:

Maria José disse...

Que situação complicada. Dá para notar que ela não é normal. Ele está agarrado a uma dependência negativa. O filho, no meio de uma grande confusão emocional e espiritual. É melhor entregar o caso a Deus. Beijos, amiga.