quarta-feira, 17 de agosto de 2011

MEU QUERIDO, MEU VELHO, MEU AMIGO!

           Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe.
         Férias também acabam e, quase sempre, deixam na gente um gostinho de quero mais.
          Embora acusada de saudosista, careta, tradicional, conservadora, meu segundo casamento aconteceu a partir da internet e a modernidade chegou ao ponto de morarmos em casas, cidades e estados separados.
           Há doze anos viramos acionistas da empresa Catarinense, comprando passagens semanais de Curitiba a Floripa e vice-versa.
         Finais de semana, feriados, feriadões e férias são aguardados com ansiedade para exercitarmos o companheirismo e não precisarmos mais falar com o cachorro, ou sozinhos.
        Tão bom ter alguém ao lado que fala o necessário, com voz grave e pausada, no tom certo.
        Bom também gostar dos mesmos filmes e de ouvir o mesmo tipo de música.
        A rejeição aos perfumes fortes, às pessoas que falam demais, aos ambientes lotados e barulhentos, tudo isso nos torna mais cúmplices.
       Ter uma escala de valores parecida é determinante para um relacionamento estável.
       Como não reconhecer a grandeza de quem consegue amar meus filhos e tolerar suas crises e rompantes com o carinho e a maturidade de um pai verdadeiro?
        Não há como não amar este avô de inesgotável paciência, que consegue cativar  os pequenos recebendo em troca beijos, abraços e carinhos, mesmo sem ser o avô biológico deles.
        É, as férias acabaram.
        Passeamos um pouco na Bahia e o tempo voou.
        Chegou a hora do retorno e a casa ficou silenciosa, ainda que ele faça tão pouco barulho.
        Todos sentimos falta, até os peixinhos do aquário!
        Volta logo!
        Um dia a aposentadoria chega.


2 comentários:

Blog do Nível 1 p1 disse...

Uma história de amor linda como esta, Maria Luiza, serve como lição de vida para todos nós.
Um grande beijo e que sejam sempre muito felizes.

Paulo Sergio disse...

Obrigado minha Amada, por esta linda e emocionante declaração de amor.
Também sinto muito a sua falta.
Sinto falta também, da mãe Conceição, dos filhos e dos netos do coração.
Como é bom fazer parte de uma família com princípios éticos e morais fortes, virtuosa e amalgamada pelo amor.